terça-feira, 29 de janeiro de 2008

DESÂNIMO

UM LINDO POEMA DE ARY DOS SANTOS COM MUSICA DE FUNDO DOS IL DIVO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

OS MEUS MELHORES AMIGOS

OBRIGADO POR SEREM MEUS AMIGOS..........ADORO - VOS MUITO

O MEU GRANDE AMOR

ESTA SIM É A MULHER DA MINHA VIDA

domingo, 13 de janeiro de 2008

OS BUSIOS






PARA MIM UMA DAS MELHORES FADISTAS DE SEMPRE

DESESPERO


Não eram meus os olhos que te olhavam

Nem este corpo exausto que despi

Nem os lábios sedentos que poisavam

No mais secreto do que existe em ti.

Não eram meus os dedos que tocaram

Tua falsa beleza, em que não vi

Mais que os vicios que um dia me geraram

E me perseguem desde que nasci

Não fui eu que te quis. E não fui eu

Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,

Possesso desta raiva que me deu

A grande solidão que de ti espero.

A voz com que te chamo é o desencanto

E o espermen que te dou, o desespero.

POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

sábado, 12 de janeiro de 2008

COBARDIA

Na eternidade desse instante,
Mais alto do que todos os instantes
E mais profundo que a dor,
Eu tive a morte na mão.
Nesse instante de loucura,
Chorei!
Chorei perdidamente
E quase que abri a mão.
Ah! como eu fui cobarde nesse instante!
Cingi nas minhas mãos a liberdade
E não tive coragem
De abrir a mão.
POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

AS FERIAS

Era uma rosa azul de agua amarrada
Um palácio de cheiros um terraço
E uma jarra de amigos derramada
Da casa até ao mar como um abraço.
Era a intensa e clara madrugada
Com cigarras dormindo no regaço
E a ampulheta do sono defraudada
No tempo cada dia mais escasso.
Era um país de urzes e lilases
De tardes sonolentas esperguiçando
Um aroma de nardos pelo chão
E bandos de meninas e rapazes
Correndo , amando , rindo e adiando
A minha inexorável solidão.
POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

PERMITIDO FUMAR





NESTE BLOG É PERMITIDO FUMAR.....e venha cá os gajos da asae dizer - me que não
quem manda aqui sou eu......."eu é que sou o presidente da junta"

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

TUDO TE DEI - SÉRGIO FRAZÃO







OLHA EU NO YOUTUBE.....ÉH....ÉH....ÉH

MINHA FIEL COMPANHEIRA

minha fiel companheira
comigo sempre ao meu lado
durante uma vida inteira
andamos juntos no fado
dona do meu coração
tu que ao fado dás mais vida
meu instrumento de eleição
minha guitarra querida
meu coração sofre a dor
porque perdi toda a garra
fugiu das mãos meu vigor
deixei de tocar guitarra
beijo esse instrumento eleito
porque o não posso tocar
encosto a guitara ao peito
e depois fico a chorar
POETA: JOSÉ REGO

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A MINHA GRANDE ALEGRIA


A minha grande alegria
Das muitas que deus me deu
é saber que morro um dia
mas o fado não morreu
posso morrer descansado
porque o fado não tem fim
morro mas fica um bocado
do fadista que há em mim
nem consigo explicar
nas minhas quadras singelas
todo o sentir, apesar
de saber que há fado nelas
mesmo que fosse mudado
o nome que o fado tem
não deixava de ser fado
nem eu fadista também
POETA: JOSÉ REGO

CONSELHO DE AMIGO


Grandes males tem a vida
Com dificil solução
Como na droga e na sida
Que muitas vidas se vão
Eu fico chocado ao ver
Como é facil contrair
Gente jovem a morrer
Milhares na teia a cair
Intelegências perdidas
Tanto me custa aceitar
Dão cabo das suas vidas
Não param para pensar
Vou dar - te um conselho amigo
Vê lá bem por onde vais
Não queiras ficar perdido
Porque se entras não sais
POETA: JOSÉ REGO

ANEDOTAS

DURANTE UMA VISITA:


- A senhora deixa - me ir ao sótão?

- Para quê,paulinho?

- Há dias, a mamã esteve a dizer ao pai que a senhora tinha macaquinhos no sótão!




CUIDADO COM O CÃO


Dois ladrões procuravam uma casa para roubar
mas em todas as casas havia um aviso "cuidado com o cão".
Numa delas no entanto,eles encontraram a recomendação
"cuidado com o papagaio".
Sem levar em conta a advertência,os dois entraram na casa.
Logo o papagaio começou a gritar:
- Pega,rex,pega!

domingo, 6 de janeiro de 2008

ESTIGMA

Filhos de um deus selvagem e secreto
E cobertos de lama , caminhamos
Por cidades,
Por nuvens,
E desertos.
Ao vento semeamos
O que os homens não querem.
Ao vento arremessamos
As verdades que doem
E as palavras que ferem.
Da noite que nos gera, e nós amamos,
Só os astros trazemos.
A treva ficou onde
Todos guardamos a certeza oculta
Do que nós não dizemos,
Mas que somos.
POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

O POETA QUE NASCE


O poeta que nasce é uma criança
parida pela água torturada
uma nave que suge
uma nuvem que dança
ao mesmo tempo livre e condensada.

O poeta que nasce é a matança
da palavra demente e enjeitada
que o chicote do poema torna mansa
depois de possuida e mal amada.

Quando o poeta nasce , a madrugada
aperta os versos num abraço rouco
até que a noite fique esvaziada.

E enquanto das palavras, pouco a pouco
surge a forma perfeita ou agitada
no mundo more um deus
ou nasce um louco


POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

sábado, 5 de janeiro de 2008

FELIZ A HORA E O DIA


feliz a hora e o dia
esse instante abençoado
desde então és companheira
por toda a vida a meu lado
o nosso ilidio é perfeito
e o nosso coração nunca mente
amamos ao nosso jeito
do jeito que a gente sente
amamos o tempo inteiro
o nosso amor é diferente
somos amor verdadeiro
somos dois em um somente
como é bonito de ver
amor perfeita harmonia
é belo o nosso viver
feliz a hora e o dia
POETA: JOSÉ REGO

O PÓLEN DO AMOR



amor eu estou sedento

do gosto do paladar

que aguardo novo momento

para te voltar a beijar

quero ver - te novamente

que o tempo passa depressa

esse teu beijar ardente

não é coisa que se esqueça

beijar - te amor que riqueza

como é bom gostar de alguem

é sentir a natureza

e a beleza que ela tem

assim como o beija flôr

beija parado no ar

eu quero o pólen do amor

desse teu doce beijar

POETA: JOSÉ REGO

ALFAMA ENGALANADA


alfama é um pandemónio

festa rija e popular

é dia de santo antonio

lisboa inteira a cantar

lisboa tem mais encanto

cheiro a cravos e manjericos

poesia em cada canto

arraiais com bailaricos

alfama tem devoção

a santo antonio no altar

mantem viva a tradição

além do fado cantar

santo antonio é festejado

com alfama engalanada

com bailaricos e fado

com vinho e sardinha assada

POETA: JOSÉ REGO

OS MEUS AMORES

A MINHA ESPOSA, O MEU NETO E A MINHA FILHA

NO FADO TAMBEM SE SENTE

no fado tambem se sente
tal como a dor é sentida
o fado é a vida da gente
tal como a vida é vivida

um trinado que desgarra
eu sinto forte emoção
quando oiço uma guitarra
alegra - me o coração

a guitarra é a alma do fado
mas tambem dou muito apreço
naquele tom compassado
á viola que não esqueço

foi - se embora a nostalgia
já me sinto mais contente
e a dor que antes sentia
no fado tambem se sente

POETA: JOSÉ REGO
A VIDA É UMAS FERIAS QUE A MORTE NOS DÁ

MINHA JANELA DO MUNDO


minha janela do mundo

dá - me esta triste visão

vejo o mundo moribundo

com falta de amor profundo

onde o mal vence a razão



meu cantar é de alma triste

reza de pranto sem fim

é belo o mundo que existe

mas a maldade presiste

minha janela é assim



vejo a criança a brinca

do vão da minha janela

e fico nela a pensar

no mundo que vai herdar

no que deixamos para ela



sorrisos de falsidade

raiz do mal terra a fundo

falta de amor crueldade

vejo assim a humanidade

minha janela do mundo



POETA: JOSÉ REGO