UM LINDO POEMA DE ARY DOS SANTOS COM MUSICA DE FUNDO DOS IL DIVO

Não eram meus os olhos que te olhavam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisavam
No mais secreto do que existe em ti.
Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vicios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci
Não fui eu que te quis. E não fui eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu
A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.
POETA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS




amor eu estou sedento
do gosto do paladar
que aguardo novo momento
para te voltar a beijar
quero ver - te novamente
que o tempo passa depressa
esse teu beijar ardente
não é coisa que se esqueça
beijar - te amor que riqueza
como é bom gostar de alguem
é sentir a natureza
e a beleza que ela tem
assim como o beija flôr
beija parado no ar
eu quero o pólen do amor
desse teu doce beijar
POETA: JOSÉ REGO

alfama é um pandemónio
festa rija e popular
é dia de santo antonio
lisboa inteira a cantar
lisboa tem mais encanto
cheiro a cravos e manjericos
poesia em cada canto
arraiais com bailaricos
alfama tem devoção
a santo antonio no altar
mantem viva a tradição
além do fado cantar
santo antonio é festejado
com alfama engalanada
com bailaricos e fado
com vinho e sardinha assada
POETA: JOSÉ REGO
no fado tambem se sente